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Técnicos em Manutenção de Aeronaves: voando com os pés no solo

  • 30 de abril de 2021

Se para a aviação o céu é o limite, na terra os técnicos também contribuem na manutenção para a segurança dos passageiros e tripulantes

Habilitações de manutenção divididas em três áreas: célula, grupo motopropulsor e aviônicos

Técnica em Manutenção em Aeronaves, Emanuele Vitoria Petile trabalha atualmente na LATAM Airlines como auxiliar técnica desempenhando atividades como inspeção, análise de danos e reparos estruturais sob supervisão, além de outras atividades pertinentes ao setor de estruturas. “O curso técnico foi o alicerce inicial para me tornar uma profissional da área”, agradece, ressaltando a importância do IFSP de São Carlos e das aulas práticas para seu crescimento profissional e pessoal e inserção no mercado de trabalho. Atraída pela aviação, ela continuou investindo na formação para agregar mais conhecimentos: cursou tecnologia em manutenção de aeronaves; extensivo de introdução ao gerenciamento de manutenção de aeronaves; e curso de regulamentação, montagem, operação e manutenção de drones. “O que mais me cativa na profissão é ‘cuidar’ desses gigantes; todo dia é uma nova descoberta, um novo ensinamento. É como se fôssemos médicos de grandes máquinas, pois analisamos, investigamos e sanamos problemas; e isso é muito gratificante”, testemunha.

Emanuele Vitoria Petile: “O curso técnico foi o alicerce inicial para me tornar uma profissional da área”

O desafio se torna ainda maior, segundo ela, por ser mulher e atuar numa área predominantemente masculina. “Infelizmente ainda reina um preconceito, mas é desafiador ter que ‘dar mais de 100%’ para provar nosso potencial e mudar visões com profissionalismo e o ‘jeitinho’ feminino”, emenda.

Na mesma instituição formadora de Emanuele Vitoria Petile, Rodrigo Cristian Lemes ocupa o cargo de coordenador e descreve que o “curso técnico em manutenção de aeronaves tem como objetivo formar e orientar profissionais para preparar, documentar e realizar manutenção preventiva, corretiva e preditiva de células de aeronaves, observando as normas técnicas dos manuais e agências reguladoras nacionais e internacionais”. Também faz parte do conteúdo habilitá-los para a execução de publicações e normas do setor aeronáutico com a premissa de manter a aeronavegabilidade, sempre observando os preceitos da segurança operacional; construir uma ampla base de conhecimentos que permita ao profissional compreender os elementos fundamentais dos processos de manutenção, fabricação de componentes aeronáuticos e suas operações; e, ainda, oportunizar a formação com aulas práticas, capacitando os formandos com habilidades técnicas para a realização de procedimentos práticos na área de manutenção aeronáutica. “Em 2018 iniciamos o curso técnico em manutenção de aeronaves em aviônicos, com duração de quatro anos e integrado ao ensino médio, completando assim a oferta nas três áreas da manutenção, que inclui célula e grupo motopropulsor”, explica o docente, graduado em mecânica de precisão pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP), e mestre e doutor em engenharia aeronáutica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP).

Rodrigo Cristian Lemes: “Costumo dizer aos alunos para estarem sempre se aperfeiçoando”

Ele acrescenta que a maioria dos alunos está na faixa etária de 16 a 22 anos, embora sempre haja uns “quarentões” se matriculando por gostarem de aviação. A partir de 2022 o curso técnico em manutenção de aeronaves em célula do IFSP de São Carlos mudará a nomenclatura para técnico em manutenção aeronáutica em célula, podendo ser concluído em quatro semestres. Assim, de acordo com o professor, será criado o curso técnico em manutenção aeronáutica em grupo motopropulsor. Não haverá mudanças na habilitação aviônicos.

Não bastassem as centenas de milhares de vítimas fatais no país, a pandemia de coronavírus (COVID-19) também afetou drasticamente os setores econômicos, inclusive o mercado de trabalho para profissionais da área. No entanto, o professor Rodrigo Cristian Lemes traz uma mensagem de otimismo para os que trabalham e a quem pretende seguir esse caminho. “Costumo dizer aos alunos para estarem sempre se aperfeiçoando, pois acredito que muitas oportunidades serão abertas aos novos profissionais assim que o setor voltar a contratar”. Enfim, voar é preciso mesmo com os pés no solo.

Ícone da aviação nacional – Por meio de ofício, o Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (CRT-SP) parabenizou o tenente-coronel Ozires Silva pelo 90º aniversário comemorado em 8 de janeiro de 2021. “Como entidade engajada na valorização dos profissionais e, sobretudo, na defesa da sociedade, para nós do CRT-SP é um imenso privilégio reconhecer os grandes ícones nacionais que colaboraram na construção e enriquecimento da nossa história, incentivando gerações a trilharem o mesmo caminho de retidão, comprometimento e amor à profissão”, traz o documento.

Ozires Silva: para a aviação o céu é o limite

Em sua brilhante trajetória profissional – especialmente na aviação –, Ozires Silva foi presidente e cofundador da Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER); ministro da Infraestrutura e das Comunicações; presidente da Petróleo Brasileiro S.A. (PETROBRAS) e da Viação Aérea Rio-Grandense (VARIG); e, ainda, reitor da UNIMONTE – atualmente, denominada Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus UNIMONTE –, instituição que lhe designou o título de chanceler. “Se o inventor do avião é brasileiro, porque não podemos construir nossos aviões?”, questionava, vislumbrando o sonho de desenvolver a indústria de aviação no país.

Natural de Bauru, Ozires Silva reside em São José dos Campos e é notadamente reconhecido por seu empreendedorismo e realizações, com dezenas de prêmios nacionais e internacionais. Também, por ocasião de seu aniversário, a EMBRAER lançou o curta-metragem “O Voo do Impossível” em formato de animação, disponível nas mídias sociais. Nada parece impossível aos olhos daquele menino que sempre sonhou em voar; pois, para a aviação o céu é o limite.

Célula (CEL), Grupo Motopropulsor (GMP) e Aviônicos (AVI): diferenciando cada área da manutenção
• CEL: habilita a trabalhar com todos os sistemas de pressurização, ar condicionado, pneumático, sistemas hidráulicos, estrutura de aviões e helicópteros em geral – fuselagem da aeronave;
• GMP: habilita a trabalhar com todos os tipos de motores de aviação geral, sistemas de hélices e rotores, e com sistemas dos grupos motopropulsores;
• AVI: habilita a trabalhar com todos os componentes elétricos e eletrônicos de aeronave, inclusive instrumentos de navegação, rádio navegação e rádio comunicação, sistemas elétricos e de radar.
Fonte: Blog Decole seu Futuro

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Habilitações de manutenção divididas em três áreas: célula, grupo motopropulsor e aviônicos

Técnica em Manutenção em Aeronaves, Emanuele Vitoria Petile trabalha atualmente na LATAM Airlines como auxiliar técnica desempenhando atividades como inspeção, análise de danos e reparos estruturais sob supervisão, além de outras atividades pertinentes ao setor de estruturas. “O curso técnico foi o alicerce inicial para me tornar uma profissional da área”, agradece, ressaltando a importância do IFSP de São Carlos e das aulas práticas para seu crescimento profissional e pessoal e inserção no mercado de trabalho. Atraída pela aviação, ela continuou investindo na formação para agregar mais conhecimentos: cursou tecnologia em manutenção de aeronaves; extensivo de introdução ao gerenciamento de manutenção de aeronaves; e curso de regulamentação, montagem, operação e manutenção de drones. “O que mais me cativa na profissão é ‘cuidar’ desses gigantes; todo dia é uma nova descoberta, um novo ensinamento. É como se fôssemos médicos de grandes máquinas, pois analisamos, investigamos e sanamos problemas; e isso é muito gratificante”, testemunha.

Emanuele Vitoria Petile: “O curso técnico foi o alicerce inicial para me tornar uma profissional da área”

O desafio se torna ainda maior, segundo ela, por ser mulher e atuar numa área predominantemente masculina. “Infelizmente ainda reina um preconceito, mas é desafiador ter que ‘dar mais de 100%’ para provar nosso potencial e mudar visões com profissionalismo e o ‘jeitinho’ feminino”, emenda.

Na mesma instituição formadora de Emanuele Vitoria Petile, Rodrigo Cristian Lemes ocupa o cargo de coordenador e descreve que o “curso técnico em manutenção de aeronaves tem como objetivo formar e orientar profissionais para preparar, documentar e realizar manutenção preventiva, corretiva e preditiva de células de aeronaves, observando as normas técnicas dos manuais e agências reguladoras nacionais e internacionais”. Também faz parte do conteúdo habilitá-los para a execução de publicações e normas do setor aeronáutico com a premissa de manter a aeronavegabilidade, sempre observando os preceitos da segurança operacional; construir uma ampla base de conhecimentos que permita ao profissional compreender os elementos fundamentais dos processos de manutenção, fabricação de componentes aeronáuticos e suas operações; e, ainda, oportunizar a formação com aulas práticas, capacitando os formandos com habilidades técnicas para a realização de procedimentos práticos na área de manutenção aeronáutica. “Em 2018 iniciamos o curso técnico em manutenção de aeronaves em aviônicos, com duração de quatro anos e integrado ao ensino médio, completando assim a oferta nas três áreas da manutenção, que inclui célula e grupo motopropulsor”, explica o docente, graduado em mecânica de precisão pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP), e mestre e doutor em engenharia aeronáutica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP).

Rodrigo Cristian Lemes: “Costumo dizer aos alunos para estarem sempre se aperfeiçoando”

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Não bastassem as centenas de milhares de vítimas fatais no país, a pandemia de coronavírus (COVID-19) também afetou drasticamente os setores econômicos, inclusive o mercado de trabalho para profissionais da área. No entanto, o professor Rodrigo Cristian Lemes traz uma mensagem de otimismo para os que trabalham e a quem pretende seguir esse caminho. “Costumo dizer aos alunos para estarem sempre se aperfeiçoando, pois acredito que muitas oportunidades serão abertas aos novos profissionais assim que o setor voltar a contratar”. Enfim, voar é preciso mesmo com os pés no solo.

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Natural de Bauru, Ozires Silva reside em São José dos Campos e é notadamente reconhecido por seu empreendedorismo e realizações, com dezenas de prêmios nacionais e internacionais. Também, por ocasião de seu aniversário, a EMBRAER lançou o curta-metragem “O Voo do Impossível” em formato de animação, disponível nas mídias sociais. Nada parece impossível aos olhos daquele menino que sempre sonhou em voar; pois, para a aviação o céu é o limite.

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