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Notícias

Integridade e equidade de gênero no setor público

  • 1 de abril de 2026

Delegada, professora e especialista na atuação preventiva e repressiva em violência de gênero e doméstica, Renata Lima de Andrade Cruppi ministra palestra online para colaboradores do CRT-SP

Renata Lima de Andrade Cruppi palestra para os colaboradores do CRT-SP

Por intermédio da gerência de projetos especiais e cultura organizacional, no dia 31 de março de 2026 os colaboradores do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (CRT-SP) vivenciaram mais uma ação do Programa Viva CRT: Saúde e Bem-Estar no Trabalho; dessa vez, com uma palestra online ministrada por Renata Lima de Andrade Cruppi, delegada de polícia, professora e especialista na atuação preventiva e repressiva em violência de gênero e doméstica.

Para dissertar sobre o tema “Integridade e Equidade de Gênero no Setor Público: a Aplicação da ABNT PR 1019 como Instrumento de Prevenção e Enfrentamento à Violência e ao Assédio”, ela iniciou diferenciando os termos “equidade” e “integralidade”. “A equidade é voltada à justiça e distribuição de recursos, tratar desigualmente os desiguais; por sua vez, a integralidade é enxergar o indivíduo como um todo, oferecendo um conjunto articulado de ações preventivas ou repressivas”, explica a palestrante, citando vários exemplos de situações que acontecem no dia a dia que causam exposição e constrangimento às mulheres, podendo culminar em ações judiciais por assédio.

Dados assustadores divulgados pela Agência Brasil: em cada 100 mulheres, 75 já sofreram algum tipo de assédio

Segundo a especialista, a cultura patriarcal masculinizada ainda está muito enraizada nos ambientes e órgãos públicos. “Se uma pessoa se sente constrangida com a conduta de alguém, ela está sendo vítima de um ato de violência, mesmo que não se configure como um crime”, exemplifica, acrescentando que 75% das mulheres brasileiras já sofreram assédio em espaços públicos, conforme dados de 2025 da Agência Brasil.

Ela também faz a diferenciação de discriminação, inserindo situações como tratamento desigual, barreiras invisíveis e deslegitimação de competência, em relação ao assédio propriamente dito, que “não depende da intenção de quem pratica, mas do impacto de quem sofre”.

 

Principais formas de assédio e pilares do enfrentamento efetivo – As principais formas de assédio são: moral ou a exposição a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções; e sexual, que se configura como uma conduta indesejada com o intuito de obter vantagem sexual, prevalecendo-se da superioridade hierárquica.

A palestrante também cita os três pilares do enfrentamento efetivo: o primeiro é a autopercepção, que se baseia na reflexão e independe do ambiente de trabalho, é um olhar para si antes de olhar para o entorno. Por sua vez, corresponsabilidade identifica a omissão ou o incentivo à conduta, para a qual não pode haver neutralidade. E, finalmente, o posicionamento, ou forma de agir para construir uma cultura de manutenção do ambiente tóxico ou para torná-lo saudável.

Já quase no final da explanação, a delegada questiona: “Qual a resultado que queremos?”. A busca é por segurança psicológica, ambiente mais produtivo, redução de conflitos e fortalecimento da imagem pública.

Criada em parceria com o  Instituto Nós Por Elas, a ABNT PR 1019/2023 estabelece diretrizes para o combate à violência contra mulheres nas organizações e visa prevenir e erradicar diversas formas de violência (física, psicológica, moral, política, etc.) no ambiente corporativo, alinhando-se ao ‘ODS 5 da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Trilha de Capacitação para Lideranças – A iniciativa marca o início da Trilha de Capacitação para Lideranças do Programa Viva CRT: Saúde e Bem-Estar no Trabalho. Nessa primeira etapa, serão contemplados todos os públicos internos do conselho – colaboradores, lideranças e conselheiros –, com ações formativas previstas entre abril, maio e junho.

A programação aborda temas como gestão estratégica de pessoas e prevenção de assédio e discriminação. Além da palestra já realizada para todos os colaboradores, está previsto um curso de oito horas direcionado às lideranças.

Em junho, por ocasião da posse dos novos conselheiros, também está programada uma palestra sobre o tema durante a sessão plenária do mês.

O Programa Viva CRT: Saúde e Bem-Estar no Trabalho reforça que a busca por segurança psicológica e redução de conflitos é o caminho para um setor público mais produtivo e íntegro.

Texto: Gerência de Comunicação e Transparência

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Por intermédio da gerência de projetos especiais e cultura organizacional, no dia 31 de março de 2026 os colaboradores do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (CRT-SP) vivenciaram mais uma ação do Programa Viva CRT: Saúde e Bem-Estar no Trabalho; dessa vez, com uma palestra online ministrada por Renata Lima de Andrade Cruppi, delegada de polícia, professora e especialista na atuação preventiva e repressiva em violência de gênero e doméstica.

Para dissertar sobre o tema “Integridade e Equidade de Gênero no Setor Público: a Aplicação da ABNT PR 1019 como Instrumento de Prevenção e Enfrentamento à Violência e ao Assédio”, ela iniciou diferenciando os termos “equidade” e “integralidade”. “A equidade é voltada à justiça e distribuição de recursos, tratar desigualmente os desiguais; por sua vez, a integralidade é enxergar o indivíduo como um todo, oferecendo um conjunto articulado de ações preventivas ou repressivas”, explica a palestrante, citando vários exemplos de situações que acontecem no dia a dia que causam exposição e constrangimento às mulheres, podendo culminar em ações judiciais por assédio.

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Ela também faz a diferenciação de discriminação, inserindo situações como tratamento desigual, barreiras invisíveis e deslegitimação de competência, em relação ao assédio propriamente dito, que “não depende da intenção de quem pratica, mas do impacto de quem sofre”.

 

Principais formas de assédio e pilares do enfrentamento efetivo – As principais formas de assédio são: moral ou a exposição a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções; e sexual, que se configura como uma conduta indesejada com o intuito de obter vantagem sexual, prevalecendo-se da superioridade hierárquica.

A palestrante também cita os três pilares do enfrentamento efetivo: o primeiro é a autopercepção, que se baseia na reflexão e independe do ambiente de trabalho, é um olhar para si antes de olhar para o entorno. Por sua vez, corresponsabilidade identifica a omissão ou o incentivo à conduta, para a qual não pode haver neutralidade. E, finalmente, o posicionamento, ou forma de agir para construir uma cultura de manutenção do ambiente tóxico ou para torná-lo saudável.

Já quase no final da explanação, a delegada questiona: “Qual a resultado que queremos?”. A busca é por segurança psicológica, ambiente mais produtivo, redução de conflitos e fortalecimento da imagem pública.

Criada em parceria com o  Instituto Nós Por Elas, a ABNT PR 1019/2023 estabelece diretrizes para o combate à violência contra mulheres nas organizações e visa prevenir e erradicar diversas formas de violência (física, psicológica, moral, política, etc.) no ambiente corporativo, alinhando-se ao ‘ODS 5 da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

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A programação aborda temas como gestão estratégica de pessoas e prevenção de assédio e discriminação. Além da palestra já realizada para todos os colaboradores, está previsto um curso de oito horas direcionado às lideranças.

Em junho, por ocasião da posse dos novos conselheiros, também está programada uma palestra sobre o tema durante a sessão plenária do mês.

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